domingo

"Quando Eu Digo, Digo, Digo"

Desconectando frases e reinventando ditos populares, a autora diverte e se diverte. O jogo de esconde-esconde segue com adivinhas que não trazem respostas prontas, e ficam suspensas no ar, seguras apenas pelas reações do leitor...

Autor: Lenice Gomes
Editora: PULINAS

quarta-feira

projeto SOMOS FEITOS DE HISTÓRIA

O projeto SOMOS FEITOS DE HISTÒRIA trata de um encontro literário, com a participação nacional dos escritores Giba Pedrosa/ SP, Almir Mota/ CE, além da participação especial do poeta popular Edvaldo Bronzeado/ PE e da atriz Maria Oliveira/ PE.Contar histórias é a mais antiga e, paradoxalmente, a mais moderna forma de comunicação. A finalidade do encontro é a de fortalecer o conceito da literatura oral como patrimônio cultural imaterial que revela costumes, idéias, etnografias no resgate da força histórica das comunidades e a emergência dessa oralidade na sala de aula na formação de leitores.

PROGRAMA

“A procura da Palavra”, performance poética com textos de diversos autores, Maria Oliveira/ PE

“Oralidade” – Poesia popular: declamando o seu cordel e contando causos. Edvaldo Bronzeado/ PE.

“Conto um Conto de ponto a ponto”. Noite de contação de histórias com a participação de Giba Pedrosa/ SP, Almir Mota,/ CE, Edvaldo Bronzeado/ PE, entre outros. Aberto ao Público.

“Tecendo Histórias – uma vivência com o contador de histórias” . Oficina ministrada por Giba Pedrosa/ SP. Vagas: 30 participantes.

terça-feira

Ler para ser


"A leitura faz o Homem completo. A conversação torna-o ágil. E o escrever leva-o a ser preciso."
Fracis Bacon

"Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós mesmos."
Franz Kafka

"Casa sem livro, corpo sem alma."
Cícero

"Um país faz-se com homens e livros"
Monteiro Lobato

Fonte

quarta-feira

Poesia e Criança

As crianças amam brincar com a fala,
descobrir sons, criar significados,
embalar-se
no ritmo até se tornarem
donas das palavras.

As crianças escutam, vêem, cheiram
e saboreiam as palavras cheias de
inventividades.
Elas adoram as palavras, por isso,
palavras e crianças se brincam...

A magia de jogar com as palavras
preenche a vida com risos,
gargalhadas,
descobertas e curiosidades
como se fosse uma lanterna mágica
tudo vem à baila um mundo único
singular de cada um.

A poesia vive em estado de ludicidade
nas bocas das crianças e as fascinam
desde os aspectos visuais e
auditivos do poema
até a função estética
purpurinando vidas para que
possamos puxar fios guardados
na memória onde mora o sonho,
a imaginação
e fantasia, a intuição,
o desejo e a emoção.

Enfim, a criança precisa do feitiço
das palavras. E porque negá-las?
Benditas sejam: Poesia e Criança.

Publicado em: http://www.construirnoticias.com.br/

segunda-feira

SOMOS FEITOS DE HISTÓRIA


A Cia. Palavras Andarilhas, grupo independente de profissionais pesquisadores da oralidade e das narrativas, promove nos dias 23 e 24 de outubro de 2007 o evento literário SOMOS FEITOS DE HISTÒRIA, com a participação nacional dos escritores Giba Pedrosa/ SP, Almir Mota/ CE, além da participação especial do poeta popular Edvaldo Bronzeado/ PE e da atriz Maria Oliveira/ PE.
Contar histórias é a mais antiga e, paradoxalmente, a mais moderna forma de comunicação. A finalidade do evento é a de fortalecer o conceito da literatura oral como patrimônio cultural imaterial que revela costumes, idéias, etnografias no resgate da força histórica das comunidades e a emergência dessa oralidade na sala de aula na formação de leitores.

PROGRAMA

Dia 23.11 – (sexta) Abertura - 19 h
“ A procura da Palavra”, performance poética com textos de diversos autores, Maria Oliveira/ PE
“Oralidade” – Poesia popular: declamando o seu cordel e contando causos. Edvaldo Bronzeado/ PE.
“Conto um Conto de ponto a ponto”. Noite de contação de histórias com a participação de Giba Pedrosa/ SP, Almir Mota,/ CE, Edvaldo Bronzeado/ PE, entre outros. Aberto ao Público.
Dia 24.11 – (sábado) 9 as 17h
“Tecendo Histórias – uma vivência com o contador de histórias” . Oficina ministrada por Giba Pedrosa/ SP. Vagas: 30 participantes.

quarta-feira

Cantiga

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada.
O cravo saiu ferido
E a rosa, despedaçada...

Parlendas, cantigas de roda e brincadeiras

por Lenice Gomes

É necessário compreender o processo de alfabetização a partir de usos e valores da leitura e da escrita.
A leitura e a escrita possuem uma existência social. Desse modo, seus usos e funções não podem ser desconsiderados pela escola, pois alguém só aprende a ler e escrever porque entende o para quê e o porquê faz isso. Para que o indivíduo (aluno) descubra as funções da língua escrita – registrar, transmitir, obter conhecimentos, comunicar idéias, fatos, sentimentos, divertir – é preciso criar situações em que a escrita seja usada funcionalmente, com finalidades que se assemelhem aos usos que lhe são atribuídos no dia-a-dia de uma sociedade de uma sociedade letrada. Assim, mais do que ler, é necessário leiturizar, ou seja, compreender o processo de alfabetização a partir de usos e valores da leitura e da escrita. Propõe-se, entretanto, deixar a criança fascinada pela leitura e pela escrita, a fim de que como leitor e como escritor, possa escrever, com maior plenitude seus direitos e deveres de cidadão. O próprio D. W. Winnicott, evoca que é no brincar, e talvez apenas no brincar que a criança ou o adulto frui a liberdade de criação. No brincar, a criança expressa suas emoções e necessidades, utilizando sua sensibilidade e intelecto. A brincadeira é a forma própria de a criança dar sentido ao mundo. Ela é mediadora da relação criança/mundo. Através da brincadeira, a criança poderá penetrar em textos, cabendo, dessa froma, ao professor experimentar as mais variadas formas de linguagem. As cantigas de roda, as parlendas e as brincadeiras apresentam-se como recurso para a leitura “lúdica” (os jogos) e para a introdução da criança no mundo da leitura. As parlendas contêm, de certa forma, um enunciado lúdico pedagógico pela sua froma, ritmo, desenvolvendo o aspecto psicossocial da criança, pois a sua linguagem é simples e atraente. Em contato com as parlendas, a criança poderá dar os primeiros passos para a comunicação verbal. A convivência com as parlendas, as cantigas de roda e as brincadeiras, remete a criança a uma relação com a linguagem lúdica (os jogos) e poética. Vê-se dessa forma que, ao trabalhar “as parlendas” em sala de aula, o professor coloca a criança em contato com o saber popular, esse popular que muitas vezes é imprescindível no avanço da Literatura Infantil, pois, muitos dos clássicos da Literatura Infantil “nasceram no meio popular (ou em meio culto e depois se popularizaram em adaptações)” Nelly Novaes Coelho; p. 20, 1982. Pode-se dizer que o primeiro contato que a criança tem com a poesia ocorre no berço, através das cantigas de ninar e prosseguir com as cantigas de roda e quadrinhas populares. Os jogos de palavras, as nomatopéias, as repetições e as rimas contidas nessas cantigas nas parlendas agradam muito às crianças. Através da repetição, a criança memoriza quadrinhas e canções inteiras, muitas vezes sem entender-lhes o significado, pois o que importa nesse momento é a sonoridade, a cadência e o ritmo dessas composições (parlendas). Fica evidente que parlendas, cantigas de roda podem ter um papel importante no processo de alfabetização, não só pela sua familiaridade com o discurso da criança mas também porque permite à criança conquista de linguagem. Estudos realizados por Emília Ferreiro. “A criança não vivencia o processo de alfabetização como uma sucessão de conquistas, mas como uma experiência de conflitos”. Logo, não se pode pensar a alfabetização sem considerar a criança sujeito cognoscente – alguém que constrói, interpreta e dá significados ao que lê. Se a leitura do signo lingüístico, implica a leitura do mundo que esse signo nomeia, o processo de alfabetização passa a ser entendida como um “tomar posse” do mundo através da linguagem escrita. Restabelecendo o elo entre ler e escrever, a aprendizagem torna-se centro do processo sujeito de sua escrita e do seu dizer. Fica evidente que desse modo, é importante perceber a importância do papel que a Literatura pode desempenhar para os seres em formação. Daí a necessidade da Literatura Infantil junto ao processo de alfabetização, pois a mesma poderá alegrar, devertir ou emocionar o espírito de pequenos leitores ouvintes, levando-os de maneira lúdica, fácil, a perceberem e a interrogarem a si mesmos e ao mundo que os rodeia, orientando seus interesses, suas aspirações, sua necessidade de auto-afirmação ou de segurança, ao lhes propor objetivo, idéias ou formas possíveis (ou desejáveis) de participação social. Ao se estudar a história das culturas e o modo pelo qual elas foram sendo transmitidas de geração para geração, verifica-se que, na transmissão de seus valores de bases, a literatura foi o seu principal veículo literatura oral ou literatura escrita foram as principais formas pelas quais recebeu-se a herança da tradição que cabe transformar, tal qual foi feito anteriormente, com os valores herdados e, por sua vez, renovados. É preciso que seja instrumento de fundamental valor para uma nova concepção de alfabetização, a qual leve em consideração o referencial trazido pela criança, através das canções, quadrinhas, etc. Portanto, faz-se necessário um passeio pelo universo infantil (mundo das fadas), oportunizando à criança vez e voz, a fim de que ela viva a leiturização na sala de aula.

Lenice Gomes é graduada em História, Especialista em Literatura Infanto-Juvenil, Pesquisadora da Cultura Popular. É Contadora de Histórias Infantis, autora de livros infantis.

Publicado em: http://www.construirnoticias.com.br/